Virada Cultural em Jundiaí

Uma fria noite de sábado, e lá estávamos nós novamente para fazer a cobertura dos principais eventos da Virada Cultural de Jundiaí. Primeiro uma passadinha no Teatro Polytheama, para pegar a programação e ver qual seria o evento de abertura, para nossa surpresa às 17 horas a rua estava totalmente deserta. Como o Teatro não tinha mais o folder com a programação, saímos à caça de um, já que na da capital a gente não tinha e isso foi uma bela dor de cabeça.

Uma vantagem de ir à Virada em sua cidade é que tudo é mais tranqüilo, pois se conhece todos os lugares onde vai ter as atrações e não tem tantas pessoas como a mega capital.

Passamos na Sala Glória Rocha, onde estava rolando uma exposição de Histórias em Quadrinhos e dalí seguimos para o Parque da Uva.

Depois de fiscalizados e revistados, (sério, tive que ficar quase 10 minutos só pra conseguir tirar tudo que tinha dentro da minha bolsa… rsrs) demos uma conferida em todos os palcos.

Começamos pelo show da Negra Li, que tem um vozeirão, mas como seu estilo musical não nos agrada, assistimos 30min de show e já bastou, afinal ela já tinha cantado as únicas músicas que conhecíamos e que por sinal eram do Skank e do Charlie Brown Jr.

Depois, passamos rapidamente pela banda Canela de Ema, um som interessante que mistura rock e tambores africanos.

Chegou a hora da atração mais aguardada em Jundiaí: Charlie Brown Jr. Com mais de 15 minutos de atraso e mais 30 minutos de falação por parte do vocalista Chorão. A Banda tocou músicas do novo cd Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva) – “Me Encontra”, “Só Os Loucos Sabem” e os antigos sucessos como “Pontes Indestrutíveis”, “Senhor Do Tempo”, “Tudo Que Ela Gosta De Escutar” muitos curtiram, mas, temos que destacar também a nossa decepção, com a nova formação, ficou claro que todos os integrantes da banda são obrigados a ceder e abaixar a cabeça para as vontades do vocalista, o que transforma o show em pura enrolação com muita conversa dentro das músicas, muitos gritos de guerra, muito salto alto e pouca música.

Fechamos a noite com o stand up do Murilo Couto que, como a foto abaixo comprova, estava muito a vontade esperando a hora de seu show.


A grande diferença deste stand-up para os da capital foi o tempo. Em São Paulo foram apenas 15 minutos para cada comediante, enquanto que em Jundiaí durou 1h. O Murilo teve tempo de sobra para desenvolver temas e idéias o que fechou a programação noturna com chave de ouro.

No final da noite (isso porque a Virada Cultural do interior têm um intervalo entre às 03h30min e às 10h30min) resolvemos comer alguma coisa e foi praticamente um café filosófico às 5h30min da matina, mas com Big Macs e batata frita (um lanchinho bem saudável para um final de balada.). Conversamos sobre tudo, livros, filmes, o império romano, a grande Nair Bello entre outros assuntos. E assim deixamos claro que para qualquer lugar que você vá, o que garante realmente o sucesso da noite é a companhia.


 

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